Breve nota sobre Frantz Fanon
" Enquanto sou objeto de valores que vêm me qualificar sem que eu possa agir sobre esta qualificação ou sequer conhecê-la, estou na escravidão. " (Ser e Nada) É daí que parte toda a visão de mundo do Fanon. Nunca me incomodou o ódio pela história em Fanon, como um discípulo de Sartre, Fanon não poderia ter nenhum tipo de apreço para com o rigor histórico, então, eu não espero o impossível, mas o que sempre me incomodou, tal qual nas mentiras escatológicas do Althusser, foram as atribuições a Marx de concepções anti-históricas absurdas e Fanon faz isso desde "pele negra, mascaras brancas", cujo o último capítulo seria digno de aplausos de Jaspers ou Merleau-Ponty, figuras que o martinicano exibe um tremendo respeito ao longo de toda sua obra e, portanto, não é raro encontrar historicidade e temporalidade do ser em Fanon, seja no preto ou no descolonizado em geral, por exemplo: "o grupo [descolonizado] já não foge a si mesmo. Reencontra-se o sentido do pas...