A morte no labirinto lulista
"Libre de la memoria y de la esperanza, ilimitado, abstracto, casi futuro, el muerto no es un muerto: es la muerte." J. L. Borge O único meio pelo qual o povo brasileiro protesta em escala nacional é através do voto, graças a desmobilização que já dura décadas — o povo cubano, por exemplo, vai às ruas. E o povo vota — quando vota (recordemos as barulhentas abstenções) — invariavelmente em figuras que fogem do padrão, sejam novatos ou subversivos demagogos. Quando a chamada esquerda não captura essa brilhante ojeriza contra o padrão, que é hediondo, ela merece todas as derrotas. Eu não me comovo e nem me movo pelas lamúrias de quem se encontra na contramão da vontade popular. Todas as vezes que a porcamente definida "esquerda" escolhe a defesa da ordem, ela escolhe a penúria das massas, em todos os níveis imagináveis e inimagináveis. Ela escolhe a "irracionalidade completa", nos dizeres de Ruy Mauro Marini, que é o capitalismo dependente qu...