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Mostrando postagens de agosto, 2025

Esquerda e direita contra a história

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  Lidiya O anti-historicismo de esquerda, que se reinvindica anti-eurocêntrico, é tão metafísico quanto o último, além de possuir o mesmo caráter aristocrático. Isso pode ser verificado através da subsunção de "fatos" com a justificativa de possuir um posto "natural" capaz de revelar a verdade quase que por prestidigitação, sem nem mesmo influir uma investigação, a verdade é mera "visão de mundo" que só os mágicos aristocratas possuem: "cada vez mais se espera que os historiadores de origem africana escrevam sua história e o façam com a narrativa que julgarem mais apropriada." (Tiago Luís Gil, história e historiografia da escravidão no Brasil). E a metafísica se dar a partir da afirmação de uma História, que se opõe a História supostamente eurocêntrica, é claro, mas jamais sob uma base material. É uma oposição linguística e não substancial. Se aventura também através infantilidade de brigar com fatos históricos concretos exaustivamente revisados ...

"Eternas" vítimas do capital

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  No Japão, uma das formas "masculinistas" criadas em resposta às conquistas das mulheres pós-Segunda Guerra está no que eles chamam de "lolicon" (abreviação para complexo de Lolita), ou seja, ultra-infantilização de mulheres e até mesmo a substituição de mulheres reais por bonecas, desenhos ("animes") e personagens 2D em geral que, justamente por serem representações de crianças e pré-adolescentes não possuem nenhum tipo de altivez e, claro, por serem fictícias não possuem nenhum tipo de vontade própria, tornando a hipostasia dos fetiches algo dependente apenas do poder aquisitivo. No Ocidente, por outro lado, nunca se abandonou as mulheres reais (não de maneira generalizada como no Japão) e é possível dizer que há um processo invertido no "modelo ideal" de mulher, ou seja, a adultização de crianças, bem como um nítido processo de seletividade e convencimento de tipo conservador-comportamental, quer dizer, um processo de selecionar as mulheres ...

Contra o nacionalismo

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  Os nacionalistas estão cobertos de razão em abominar o criterioso socialismo científico que morre com Lenin. Não existe heresia maior para a burguesia que a negação da Nação (explicita no russo) que é, no "momento constitutivo" do capitalismo, o primeiro filho bastardo, tão bastardo que até hoje não se sabe quem é o pai. A questão, em essência, é que a Nação não é para todos, é para todos conforme todos andem em direção a um objetivo particular de um grupo particular. Mas a Nação nega tal desintegração e assume o caráter de um Povo, o que é esse Povo? A Nação, o que é a Nação? O Povo, como determinamos esse Povo? Não determinamos, suas diferenças possuem um viés superficial, na linguagem filosófica, natural, no mais, o Povo é um Uno.  A pergunta que fica é, se sem povo não há Nação, sem Nação há povo? Por certo Demóstenes não cometeu suicídio porque as pólis estavam em vias de extinção e Atenas se tornava um pária até os nossos dias, os curdos seguem vivos e se multiplicand...

A filosofia estadounidense

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No purgatório de Dante, Marco exaltava que os dois sóis de Roma eram Deus e o Estado, possibilitando a ação do sacrossanto Direito, e é possível dizer que esse cânone é o ponta pé inicial de todos os Estados desde o Renascimento. Mesmo aqueles atrasados tiveram que passar pela idolatria do Direito — como a desfuncional forma que esse assume na Alemanha previamente a primeira unificação —, para daí sim entrar em sua fase "moderna". Com os EUA não foi diferente, a grande questão é que os EUA não fez um processo de cortar o cordão umbilical entre a pré-modernidade e a modernidade, ele metamorfeou as formas pré-modernas tão pragmaticamente que seus pares anglicanos passaram a soar como poetas a meditar sobre a natureza apenas para descrevê-la dramaticamente. O resultado que sucedeu é que os dois sóis continuaram brilhando nos céus estadounidenses, são eles: o dinheiro como Deus e o lucro como Direito. "Senhores, durante séculos a Inglaterra utilizou o protecionismo, levou-o ...